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abril 30, 2012

Julgamento à revelia

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Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.[Tiago 4.11]

A cada dia está se tornando cada vez mais normal, entre todos os povos, o hábito de falar da vida dos outros. Está cada vez mais comum o julgamento à revelia a respeito da minha vida, da sua vida, da vida de ‘A’ ou ‘B’, etc. Temos nos tornado alvo de pessoas ociosas que, sem nenhum conhecimento, sem nenhuma certeza dos fatos – sem mesmo ter visto ou ouvido – falam, acusam e afirmam como verdades o que ouviram falar da vida dos outros, falam pelas costas, denegrindo a imagem de outrem como se fosse a coisa mais normal do mundo, sem perceber que o resultado de suas palavras, cheias de maldade, de ira e inveja, estão destruindo a vida de muitos. Quantas vidas têm sido destruídas porque muitos fizeram do terrível hábito de falar da vida dos outros seu passatempo favorito.

Tiago (4:11) alertava a igreja sobre isso, dizendo: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz”. A terra está cheia desses juízes maus que julgam conforme acham que devem julgar. Em Mateus 7:1, Jesus nos ensina: Não julgueis, para que não sejais julgados”. Julgar significa emitir juízo; sentenciar; decidir como juiz ou árbitro; decidir por sentença; supor, conjeturar; formar opinião ou juízo crítico sobre; avaliar. E esses juízes, não entendem que com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós (Mateus 7:2). Que direito temos de julgar nosso semelhante? Quem somos nós para determinar o que está certo ou errado? Quem nos deu tamanha autoridade? Ninguém! Pois há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? (Tiago 4:12). E o que é a nossa vida? Tiago (4:14) nos responde: “É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece”. Julgamento à revelia! Somos julgados mesmo ausentes; condenados, sem conhecimento da culpa que nos foi atribuída!

O capítulo 8 de João, conta-nos a história de uma mulher que foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E aqueles homens tentavam a Jesus para que tivessem de que o acusar, e diziam a Ele: E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?”. Aqueles homens julgavam aquela mulher pelos seus atos, mas não davam conta dos seus próprios erros. Jesus, com uma simples pergunta, fez com que eles caíssem em si e redargüidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos.

. Estamos sempre prontos a apontar os defeitos dos outros, a julgar as suas atitudes. Estamos sempre atentos à vida dos nossos irmãos esperando vê-los errar para poder então crucificá-los. Os nossos olhos estão sempre atentos à nossa presa, e vemos o que não aconteceu, e com nossos ouvidos ouvimos o que não foi dito. E Jesus nos interroga: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o argueiro do teu olho’, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus 7:3-5). No instante que julgamos o nosso irmão, mostramo-nos cada vez pior do que ele. Em outras palavras, Jesus nos disse: “Deixa de ser cínico, falso, fingido, vai primeiro concertar a tua vida para depois dizer que a vida do teu irmão está errada!”. Mas entenda, você deve primeiro ver seus erros, e quando reconhecê-los, não é pra você continuar julgando o seu irmão, e, sim, ajudá-lo a levar uma vida correta diante de Deus.

Precisamos mudar as nossas atitudes e pararmos de olhar para coisas pequenas na vida do nosso irmão que tanto nos incomodam. Charles Chaplin diz o seguinte: “As pessoas as vezes machucam as outras pelo simples fato de estarem machucadas”. Trazendo para compreensão do nosso texto, você julga as outras pessoas pelo simples fato de estarem julgando você. A vida dos outros não está em nosso domínio, mas, sim, nas mãos do Pai celestial. Se o teu irmão errou, você não é o advogado dele, pois cada um vai prestar conta de sua própria vida! Temos inúmeras coisas em nossas vidas que devemos observar todos os dias para pôr no lugar certo. Precisamos olhar para nossos próprios erros e procurar corrigi-los, e não os erros dos outros. Temos que administrar a nossa própria vida porque um dia vamos ter que dar conta de tudo o que fizemos, de tudo quanto falamos, e não da vida dos outros.

A mudança só vai começar a acontecer quando cada um de nós tomarmos uma atitude. Depende de cada um de nós! Mas se você acha que sozinho não consegue, tenho um santo remédio para sua vida: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará” (Tiago 4.7-10). Só Deus pode nos dar a vitória! E quando você tomar essa atitude, Jesus vai endireitar-se, não vai ver mais ninguém além de você, e dirá: “onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?” (João 8:10). E você prontamente dirá: “Ninguém, Senhor!” E Jesus dirá novamente: “Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (João 8:11).

Tome essa atitude em sua vida, para o louvor e glória do nosso Deus, criador dos céus e da terra, pois só Ele é digno de receber toda honra, todo louvor e toda glória!

Amém!

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"Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome." [Sl 115.1]

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